segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sociedades Secretas: Parte 1 - A Maçonaria pelos Maçons

Vamos ver em duas postagem dos dois pontos de vista A Maçonaria, na primeira postagem um conteúdo posto pelos próprios maçons e na segunda parte o que realmente acontece dentro de um pequeno circulo onde apenas membros da elite participam e tem conhecimento.


Vejamos abaixo o que a Maçonaria diz a seu próprio respeito. A explicação de sua fundamentação, filosofia, credos, princípios etc:









1. O que é a Maçonaria de nossos dias?
A Maçonaria é uma Ordem Universal formada de homens de todas as raças, credos e nacionalidades, acolhidos por suas qualidades morais e intelectuais e reunidos com a finalidade de construírem uma Sociedade Humana, fundada no Amor Fraternal, na esperança com amor à Deus, à Pátria, à Família e ao Próximo, com Tolerância, Virtude e Sabedoria e com a constante investigação da Verdade e sob a tríade LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, dentro dos princípios da Ordem, da Razão e da Justiça, o mundo alcance a Felicidade Geral e a Paz Universal.
2. A Maçonaria é uma sociedade secreta?
A Maçonaria não é uma sociedade secreta, no sentido como tal termo é geralmente empregado. Uma sociedade secreta é aquela que tem objetivos secretos e oculta a sua existência assim como as datas e locais de suas sessões. O objetivo e propósito da Maçonaria, suas leis, história e filosofia tem sido divulgados em livros que estão à venda em qualquer livraria. Os únicos segredos que a maçonaria conserva são as cerimônias empregadas na admissão de seus membros e os meios usados pelos Maçons para se conhecerem.
3. A Maçonaria é uma religião?
A Maçonaria não é uma religião no sentido de ser uma seita, mas é um culto que une homens de bons costumes. A Maçonaria não promove nenhum dogma que deve ser aceito taticamente por todos, mas inculca nos homens a prática da virtude, não oferecendo panacéias para a redenção de pecados. Seu credo religioso consiste apenas em dois artigos de fé que não foram inventados por homens, mas que se encontram neles instintivamente desde os mais remotos tempos da história: A existência de Deus e a Imortalidade da Alma que tem como corolário a Irmandade dos Homens sob a Paternidade de Deus.
4. A Maçonaria é anti-religiosa?
A Maçonaria não é contra qualquer religião. Ela ensina e pratica a tolerância, defendendo o direito do homem praticar a religião ed seu agrado. A Maçonaria não dogmatiza as particularides do credo e da religião. Ela reconhece os benefícios e a bondade assim como a verdade de todas as religiões, combatendo, ao mesmo tempo, as suas inverdades e o fanatismo.
5. A Maçonaria é ateísta ou meramente agnóstica?
A Maçonaria não é ateísta nem agnóstica. O ateu é aquele que diz não acreditar em Deus enquanto o agnóstico é aquele que não pode afirmar, conscientemente, se Deus existe ou não. Para ser aceito e ingressar na Maçonaria, o candidato deve afirmar a crença em Deus.
6. A Maçonaria é um partido político?
A Maçonaria não é um partido político. Ela não tem partido. Em princípio, a maçonaria apóia o amor à Pátria, respeito às leis e à Ordem, propugnando pelo aperfeiçoamento das condições humanas. Os maçons são aconselhados a se tornarem cidadãos exemplares e a se afastarem de movimentos cuja tendência seja a de subverter a paz e a ordem da sociedade, e se tornarem cumpridores das ordens e das leis do país em que estejam vivendo, sem nunca perder o dever de amar o seu próprio país. A maçonaria promove o conceito de que não pode existir direito sem a correspondente prestação de deveres, nem privilégios sem retribuição, assim como privilégios sem responsabilidade.
7. A Maçonaria é uma sociedade de auxílios mútuos?
A Maçonaria não é uma sociedade de auxílios mútuos, ela não garante à ninguém a percepção de uma soma fixa e constante a nenhum de seus membros, na eventualidade de uma desgraça ou calamidade pode reclamar tal auxílio. Entretanto, a Maçonaria se empenha para que nenhum de seus membros sofra necessidades ou seja um peso para os outros. O Maçom necessitado recebe de acordo com as condições e as possibilidades dos demais membros da Ordem.
8. A Maçonaria é uma ideologia ou um "ismo"?
A Maçonaria nem é uma ideologia, nem um "ismo". Ela não se envolve com as sutilezas da filosofia política, religiosa ou social. Mas, ela reconhece que todos os homens tem uma só origem, participam da mesma natureza e tem a mesma esperança e, por conseguinte, devem trabalhar em união para o mesmo objetivo - a felicidade e bem estar da sociedade.
9. Então o que é a Maçonaria?
A Maçonaria é uma organização mundial de homens que, utilizando-se de formas simbólicas dos antigos construtores de templos, voluntariamente se uniram para o propósito comum de se aperfeiçoarem na sociedade. Admitindo em seu seio, homens de caráter, sem consideração à sua raça, cor ou credo, a Maçonaria se esforça para constituir uma liga internacional de homens dedicados a viverem em paz, harmonia e afeição fraternal.
10. Qual é a missão da Maçonaria?
A missão da Maçonaria é a de "fazer amigos, aperfeiçoar suas vidas, dedicar-se às boas obras, promover a verdade e reconhecer seus semelhantes como homens e irmãos".
A missão da Maçonaria ainda é a prática das virtudes e da caridade, é confortar os infelizes, não voltar as costas à miséria, restaurar a paz de espírito e a paz aos desamparados e dar novas esperanças aos desesperançados.
11. A Maçonaria convida as pessoas para se filiarem a ela?
A Maçonaria não "convida" ninguém, mesmo aos mais qualificados para se tornarem um membro da Ordem. Aquele que deseja entrar para ela, deve manifestar esse desejo espontaneamente, declarando que livre e conscientemente deseja participar dela.
A Maçonaria não prende nenhum homem a juramentos incompatíveis com sua consciência o liberdade de pensar.
12. Porque a Maçonaria não inicia mulheres?
Tendo evoluído da Maçonaria Operativa que erguia templos no período da construção de catedrais, a Maçonaria adotou a antiga regulamentação que provia o seguinte: "As pessoas admitidas como membros de uma Loja devem ser homens bons e de princípios virtuosos, nascidos livres de idade madura, sem vínculos que o privem de pensar livremente, sendo vedada a admissão de mulheres assim como homens de comportamento duvidoso ou imoral.
A regularidade da maçonaria se deve ao fato de se ater aos seus princípios básicos e imutáveis regidos por mandamentos, entre os quais se inclui o que acima se disse.
13. Por que são chamados de templos os locais de reunião?
Os lugares onde os maçons se reúnem são chamados de templos porque, embora não sendo uma religião ou reunindo-se em uma igreja, a Maçonaria preserva religiosamente os direitos de cada indivíduo praticar a religião ou credo de sua preferência, mantendo-se eqüidistante das diferentes seitas ou credos. Ela ensina a todos como respeitar e tolerar as religiões diversas de seus membros.
14. A Maçonaria Universal obedece a uma autoridade máxima?
Nem mesmo em um país como os Estados Unidos que agora se compõe de 50 Estados e conta com cerca de 4 milhões de Maçons, obedece a Maçonaria a uma autoridade suprema. A Maçonaria em cada país ou em cada estado de uma Federação é regulada e dirigida por uma Grande Loja independente e soberana.
15. Símbolos e Simbolismo na Maçonaria
Conheça os símbolos mais usados pela maçonaria na nossa página sobre o simbolismo.




Fonte: Conferência "Maçonaria - Sua História, Objetivos e Princípios" - Erwin Seignemartin - 28-09-1979


Texto de Fernando Pessoa sobre a Maçonaria

Este é um trecho do artigo que Fernando Pessoa publicou no Diário de Lisboa, no 4.388 de 4 de fevereiro de 1935, contra o projeto de lei, do deputado José Cabral, proibindo o funcionamento das associações secretas, sejam quais forem os seus fins e organização.
A Maçonaria compõe-se de três elementos: o elemento iniciático, pelo qual é secreta; o elemento fraternal; e o elemento a que chamarei humano – isto é, o que resulta de ela ser composta por diversas espécies de homens, de diferentes graus de inteligência e cultura, e o que resulta de ela existir em muitos países, sujeita portanto a diversas circunstâncias de meio e de momento histórico, perante as quais, de país para país e de época para época reage, quanto à atitude social, diferentemente.
Nos primeiros dois elementos, onde reside essencialmente o espírito maçônico, a Ordem é a mesma sempre e em todo o mundo. No terceiro, a Maçonaria – como aliás qualquer instituição humana, secreta ou não – apresenta diferentes aspectos, conforme a mentalidade de Maçons individuais, e conforme circunstâncias de meio e momento histórico, de que ela não tem culpa.
Neste terceiro ponto de vista, toda a Maçonaria gira, porém, em torno de uma só idéia – a "tolerância"; isto é, o não impor a alguém dogma nenhum, deixando-o pensar como entender. Por isso a Maçonaria não tem uma doutrina. Tudo quanto se chama "doutrina maçônica" são opiniões individuais de Maçons, quer sobre a Ordem em si mesma, quer sobre as suas relações com o mundo profano. São divertidíssimas: vão desde o panteísmo naturalista de Oswald Wirth até ao misticismo cristão de Arthur Edward Waite, ambos tentando converter em doutrina o espírito da Ordem. As suas afirmações, porém, são simplesmente suas; a Maçonaria nada tem com elas. Ora o primeiro erro dos Antimaçons consiste em tentar definir o espírito maçônico em geral pelas afirmações de Maçons particulares, escolhidas ordinariamente com grande má fé.
O segundo erro dos Antimaçons consiste em não querer ver que a Maçonaria, unida espiritualmente, está materialmente dividida, como já expliquei. A sua ação social varia de país para país, de momento histórico para momento histórico, em função das circunstâncias do meio e da época, que afetam a Maçonaria como afetam toda a gente. A sua ação social varia, dentro do mesmo país, de Obediência para Obediência, onde houver mais que uma, em virtude de divergências doutrinárias – as que provocaram a formação dessas Obediências distintas, pois, a haver entre elas acordo em tudo, estariam unidas. Segue daqui que nenhum ato político ocasional de nenhuma Obediência pode ser levado à conta da Maçonaria em geral, ou até dessa Obediência particular, pois pode provir, como em geral provém, de circunstâncias políticas de momento, que a Maçonaria não criou.
Resulta de tudo isto que todas as campanhas antimaçônicas – baseadas nesta dupla confusão do particular com o geral e do ocasional com o permanente – estão absolutamente erradas, e que nada até hoje se provou em desabono da Maçonaria. Por esse critério – o de avaliar uma instituição pelos seus atos ocasionais porventura infelizes, ou um homem por seus lapsos ou erros ocasionais – que haveria neste mundo senão abominação? Quer o Sr. José Cabral que se avaliem os papas por Rodrigo Bórgia, assassino e incestuoso? Quer que se considere a Igreja de Roma perfeitamente definida em seu íntimo espírito pelas torturas dos Inquisidores (provenientes de um uso profano do tempo) ou pelos massacres dos albigenses e dos piemonteses? E contudo com muito mais razão se o poderia fazer, pois essas crueldades foram feitas com ordem ou com consentimento dos papas, obrigando assim, espiritualmente, a Igreja inteira.
Sejamos, ao menos, justos. Se debitamos à Maçonaria em geral todos aqueles casos particulares, ponhamos-lhe a crédito, em contrapartida, os benefícios que dela temos recebido em iguais condições. Beijem-lhe os jesuítas as mãos, por lhes ter sido dado acolhimento e liberdade na Prússia, no século dezoito – quando expulsos de toda a parte, os repudiava o próprio Papa – pelo Maçom Frederico II. Agradeçamos-lhe a vitória de Waterloo, pois que Wellinton e Blucher eram ambos Maçons. Sejamos-lhe gratos por ter sido ela quem criou a base onde veio a assentar a futura vitória dos Aliados – a "Entente Cordiale", obra do Maçom Eduardo VII. Nem esqueçamos, finalmente, que devemos à Maçonaria a maior obra da literatura moderna – o "Fausto" do Maçom Goeth.
Acabei de vez. Deixe o Sr. José Cabral a Maçonaria aos Maçons e aos que, embora o não sejam, viram, ainda que noutro Templo, a mesma Luz. Deixe a Antimaçonaria àqueles Antimaçons que são os legítimos descendentes intelectuais do célebre pregador que descobriu que Herodes e Pilatos eram Vigilantes de uma Loja de Jerusalém.
Fernando Pessoa
Fonte: Site: Loja São Paulo 43

Bem, esta é a maçonaria apresentada pelos maçons à sociedade e aos seus membros de graus inferiores (Não participantes da "elite" maçônica).


Na próxima postagem vamos conhecer o lodo obscuro da maçonaria, o qual nem 95% dos maçons conhecem de fato.

sábado, 14 de abril de 2012

A Maçonaria na Historia do Brasil


"...A concepção da bandeira deve-se a Teixeira Mendes que a justificou no Diário Oficial do dia 24 de Novembro. O dístico "ORDEM E PROGRESSO' foi tido na época como influência do positivismo e durante algum tempo, julgou-se que o positivismo estivesse ligado à influência da Proclamação da República. Hoje nós sabemos que o mote em questão é assunto maçônico relativo a grau elevadíssimo e que o primeiro ministério formado era, quase em sua totalidade, constituído de Maçons." (Benoit Brito Mendes, mestre maçom)

Desde os primórdios de nossa história podemos detectar a presença rastejante da Maçonaria. A Independência do Brasil foi articulada pelos maçons com a finalidade de beneficiar a organização, enriquecendo-a, dando-lhe grande autoridade sobre o Brasil independente e, como sempre acontece, a Maçonaria realizou estas coisas beneficiando os ricos e os poderosos que escondia em suas câmaras escuras, com um descaso histórico para com os pobres e oprimidos.
Os beneficiados foram a própria Maçonaria e seus interesses, não os interesses do Brasil. Basta que se analise a história da sociedade brasileira, desde seus primórdios, repleta de miséria, de dor e de sofrimento, porém sempre com uma elite se banqueteando em meio à miséria alheia.
Isto também em razão dos horripilantemente desvantajosos negócios que o Brasil independente realizou com nações e bancos europeus, mantendo no poder uma elite muito bem alimentada, rica e gorda, às custas da enorme miséria do povo brasileiro (situação que, por incrível que pareça, persiste até hoje!).
Não é sem razão que o “Patriarca (pai) da Independência” tenha sido um maçom, cujo nome é sempre citado nos livros de História do Brasil: José Bonifácio de Andrada e Silva. Este indivíduo, nascido em Santos, São Paulo, em 1763, se tornou um dos mais poderosos homens do Brasil Império. Hábil político maçom, tinha grande influência sobre Dom Pedro I (também maçom) e conseguiu obter para si (e para a Maçonaria) o primeiro ministério brasileiro, o Ministério do Reino e dos Negócios Estrangeiros.
O primeiro ministério brasileiro estava sendo entregue nas mãos da Maçonaria. Foi ele também quem se tornou o tutor do Príncipe herdeiro, Dom Pedro II. Em 1833 foi destituído da tutoria de Dom Pedro II, devido a um processo-crime instaurado contra ele por conspiração.

A Maçonaria na Política Brasileira Atual
Já vimos, brevemente, como essa organização satânica se intrometeu na história do Brasil, e as citações abaixo demonstram que essa intromissão persiste até hoje.

Representação Maçônica no Congresso Nacional
"Atualmente, o Congresso Nacional possui 51 Deputados Federais e 7 Senadores pertencentes à Maçonaria.
No mês de abril próximo, estaremos convocando a Suprema Congregação, juntamente com as Grandes Lojas do Brasil, para uma reunião conjunta entre Deputados Federais, Senadores e Grão-Mestres Estaduais, a fim de traçarmos um programa de trabalho, visando a participação da Maçonaria na solução de problemas nacionais, tais como: a Violência, a Educação, a Saúde e a Soberania Nacional, em especial a defesa da Amazônia. (Laelso Rodrigues/Grão-Mestre Geral/2001)

O Dia do Maçom Comemorado no Seio da Política Brasileira. (Por que e para que?! Quem se beneficia com isso?!)
Na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro:

"13/08/2004 - DIA DO MAÇOM É COMEMORADO NA ALERJ"
"Às 19h05min, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, o Deputado Paulo Ramos promove Sessão Solene em homenagem ao Dia do Maçom, instituído no Calendário Oficial pela resolução nº. 224/03." (Fonte: Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro)

Na Câmara Municipal de São Caetano do Sul/São Paulo:

"O Dia do Maçom, instituído pela lei municipal n° 3.373, de 1994, foi comemorado na Câmara de São Caetano na noite da última sexta-feira, dia 20, quando as 17 lojas maçônicas da cidade foram homenageadas. A Casa de Leis e o Colégio dos Veneráveis prestaram reverência especial ao maçom Cláudio Mussumeci, que integra a sociedade há 46 anos e é um dos mais antigos membros no município." (Fonte: Câmara Municipal de São Caetano do Sul-23/08/2004)

Na Câmara Legislativa do Distrito Federal:

"Câmara Legislativa do Distrito Federal. Agenda: Dia 22 de agosto de 2005. Sessão solene alusiva ao dia do maçom-Proposta pelo Deputado Gim Argello. Plenário/16:00 horas. Requerimento n°:962/04" (Fonte: Câmara Legislativa/DF)

"Comunidade Maçom apóia criação do Maranhão do Sul"

"O presidente do Instituto Teotônio Vilela, deputado Sebastião Madeira (MA), recebeu apoio da comunidade maçom no Brasil ao seu projeto de criação do estado do Maranhão do Sul, a ser definido por meio de plebiscito. “Agradeço ao sereníssimo Grão-Mestre Pedro Gagliardi e ao grande secretário Isildino, que ajudaram a organizar no último dia 2 evento na Grande Loja Maçônica de São Paulo”, declarou o parlamentar. Na ocasião, Madeira explicou os benefícios da redivisão territorial. “Explicamos didaticamente as razões culturais, econômicas e geográficas da criação do novo estado”, destacou o parlamentar." (Fonte: Diário Tucano - www.psdb.org.br)

Maçons Conhecidos na História do Brasil

Ademar de Barros (Governador de Estado)
Afonso Celso (Visconde de Ouro Preto)
Américo Brazílio de Campos (fundador do jornal "O Correio Popular")
Azeredo Coutinho (bispo católico e precursor da Independência)
Benjamin Constant (o "pai da República"; atrubui-se a ele a adoção da divisa da bandeira brasileira "Ordem e Progresso")
Campos Sales (Presidente da República*)
Delfim Moreira (Presidente da República*)
Deodoro da Fonseca (Presidente do República*)
Divaldo Suruagy (Governador de Estado)
D.Pedro I (Imperador do Brasil*)
Duque de Caxias (militar, Patrono do Exército Brasileiro)
Espiridião Amim (Governador de Estado)
Floriano Peixoto (Presidente da República*)
Frei Caneca
General Osório (militar)
Golbery do Couto e Silva (militar e Ministro de Estado)
Gonçalves Ledo
Hermes da Fonseca (Presidente da República*)
Jânio Quadros (Presidente da República*)
Joaquim Marcelino de Brito (Governador de Sergipe e Pernambuco, Ministro do Supremo Tribunal de Justiça e Grão Mestre da loja maçônica o Grande Oriente do Brasil)
José Bonifácio de Andrada e Silva (o Patriarca da Independência)
José Maria Lisboa (fundador do jornal "Diário Popular")
Júlio Prestes (Presidente da República*)
Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias)
Manoel de Nóbrega (produtor de televisão)
Mário Covas (Governador de Estado)
Nelson Carneiro (o Senador da Lei do Divórcio)
Nereu Ramos (Presidente da República*)
Newton Cardoso (Governador de Estado)
Nilo Peçanha (Presidente da República*)
Orestes Quércia (Governador de Estado)
Prudente de Morais (Presidente da República*)
Rodrigues Alves
Rui Barbosa (jurista e político)
Saldanha Marinho (líder republicano)
Senador Vergueiro (político)
Silva Coutinho (político e bispo católico do Rio de Janeiro)
Visconde do Rio Branco (estadista e Grão Mestre da loja maçônica O Grande Oriente do Brasil))
Wenceslau Braz (Presidente da República*)
Washington Luiz (Presidente da República*)

Assista a esse vídeo para saber mais:

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Codex Gigas - A Bíblia do Diabo



O Codex Gigas (Latim, que significa Livro Gigante) é considerado o maior manuscrito medieval existente no mundo. Foi criado no início do século XIII, presumivelmente no mosteiro beneditino de Podlažice na Boémia (actual República Checa), e agora está preservado na Biblioteca Nacional da Suécia, em Estocolmo. É também conhecido como a Bíblia do Diabo, devido a uma grande figura do diabo no seu interior e da lenda em torno da sua criação.
O códice tem capas de madeira, revestidas de couro e ornamentadas com motivos metálicos. Com 92 cm de altura, 50 cm de largura e 22 cm de espessura, é o maior manuscrito medieval conhecido. Atualmente é constituído por 310 folhas de velino (uma espécie de pergaminho), mas há indícios de algumas páginas terem sido retiradas da versão original. Não se sabe quem o fez, nem se conhecem as razões de as páginas terem sido removidas, embora se pense que algumas delas pudessem conter as regras monásticas dos beneditinos. O códice pesa cerca de 75 kg, e o velino nele usado foi elaborado a partir de pele devitelo (ou pele de jumento, segundo algumas fontes), num total de 160 animais.
Uma nota na primeira página indica os monges do mosteiro beneditino de Podlažice, localizado perto de Chrudim e destruído durante o século XV, como os primeiros proprietários do códice. A reduzida dimensão deste mosteiro e a aparente escassez de recursos humanos e materiais faz levantar dúvidas sobre a sua capacidade de produção duma obra desta dimensão.
Os registos nela contidos terminam no ano de 1229. A ausência de qualquer referência à morte do rei da Boémia, Ottokar I, ocorrida em Dezembro do ano seguinte, sugere que a data mais provável para a sua conclusão é o final do ano de 1229 ou o início de 1230.
Devido a dificuldades financeiras do mosteiro de Podlažice, o códice foi mais tarde penhorado aos Cistercienses do mosteiro de Sedlec. A mesma nota na primeira página estabelece que em 1295 o códice voltou à posse dos beneditinos, após ter sido comprado pelo mosteiro de Břevnov. De 1477 a 1593, foi conservado na biblioteca de um mosteiro em Broumov até ter sido levado para Praga em 1594 para fazer parte da colecção de Rodolfo II.
No fim da Guerra dos Trinta Anos, em 1648, a colecção completa foi saqueada pelo exército sueco e, de 1649 a 2007, o manuscrito foi mantido na Biblioteca Nacional da Suécia.
Em 24 de Setembro de 2007, após 359 anos, o Codex Gigas voltou a Praga, a título de empréstimo, e esteve exposto na Biblioteca Nacional Checa até Janeiro de 2008.
O Codex inclui toda a versão Vulgata Latina da Bíblia, exceto para os livros de Actos e Apocalipse, provenientes de uma versão pré-Vulgata. Estão também incluídos a enciclopédia "Etymologiae" de Isidoro de Sevilha, "Antiguidades Judaicas" e "Guerras dos Judeus" de Flávio Josefo, "Chronica Boemorum" (Crónica dos Boémios) de Cosmas de Praga e vários tratados sobre medicina. Pequenos textos completam o manuscrito: alfabetos, orações, exorcismos, um calendário com as datas de celebração de santos locais e registo de acontecimentos relevantes, e uma lista de nomes, possivelmente de benfeitores e de monges do mosteiro de Podlažice. Todo o documento está escrito em latim.
O manuscrito contém figuras decoradas (iluminuras) em vermelho, azul, amarelo, verde e dourado. As letras maiúsculas que iniciam os capítulos estão elaboradamente decoradas com motivos que, frequentemente, ocupam grande parte da página. O Codex tem um aspecto uniforme pois a natureza da escrita não é alterada em toda a sua extensão, não evidenciando sinais de envelhecimento, doença ou estado de espírito do escriba. Isto levou a que se considerasse que todo o texto foi escrito num período de tempo muito curto (ver Lenda). No entanto, atendendo ao tempo necessário à marcação das guias de delimitação das linhas e das colunas, à escrita do texto, e ao desenho e pintura das ilustrações, os peritos acreditam que o livro terá levado mais de 20 anos a ser concluído.
A página 290 contém apenas uma figura original de um diabo, com cerca de 50 cm de altura. Algumas páginas antes desta, estão escritas sobre um velino escurecido e os caracteres são mais esbatidos que no resto do manuscrito. A razão para a diferença nas cores é que o velino, por ser feito a partir de peles animais, escurece quando exposto à luz. No decurso dos séculos, as páginas mais expostas acabaram por ter um aspecto mais escuro.
Segundo a lenda, o escriba foi um monge que quebrou os votos monásticos e foi condenado a ser murado vivo. A fim de evitar esta severa sanção, ele prometeu a criação, em uma única noite, de um livro que glorificaria o mosteiro para sempre e que incluiria todo o conhecimento humano. Perto da meia-noite, ele teve a certeza que não conseguiria concluir esta tarefa sozinho e, por isso, fez uma oração especial, não dirigida a Deus, mas ao querubim banido, Lúcifer, pedindo-lhe que o ajudasse a terminar o livro em troca da sua alma. O monge vendeu, assim, a sua alma ao diabo. O diabo concluiu o manuscrito do monge e foi acrescentada uma imagem do diabo como agradecimento pela sua ajuda.
Apesar desta lenda, o códice não foi proibido pela Inquisição e foi analisado por muitos estudiosos ao longo dos tempos.
Considerava-se por muito tempo que esta versão de condenação ao emparedamento do monge era verdadeira, devido à interpretação precipitada da palavra Inclusus, como sendo emparedamento. Na verdade foi reconsiderada esta tradução como sendo "recluso". Seria um monge que foi condenado, ou se condenou à reclusão no monsteiro para realizar o trabalho de uma vida. Se reforça essa versão pela "dedicatória" encontrada no final do livro: hermanus inclusus, ou "irmão reclusos" ou "irmãos da clausura".